Carta ao tio – Anan e a Ordem dos Elucidários

Caro tio Aleon,

Como estão as coisas por aí? Como vai o trabalho na Biblioteca? A minha querida prima Elyne já está com idade de ir para a Academia, não está? Ou ela decidiu permanecer com o senhor?

Como você sabe, tornei-me mestre arqueólogo ainda a pouco, porém meus companheiros de profissão continuam a rir de minhas pesquisas. Eles me chamam de “Arqueólogo dos Contos de Fada” por minhas crenças nas histórias dos Lâminas Eternas, falam pelas minhas costas que sou uma “criança que ainda acredita em cavaleiros de armadura brilhante”, enquanto eles próprios, os arqueólogos ditos sérios, sentam-se em mesas empoeiradas dia após dia para discutir se algo é um sinal de pontuação ou um borrão de tinta em algum texto antigo sobre o preço do trigo. Estou cansado disso, e por isso tomei minha decisão.

Alistei-me na Ordem dos Elucidários. Eu sei que o senhor não aprova que eu trilhe o mesmo caminho que meu pai, afinal foi o serviço à Ordem e a constante procura por artefatos e textos de nossos antepassados mais nobres que resultou em seu desaparecimento em primeiro lugar, levando mamãe a morrer de desgosto e o senhor a acolher o pequeno filho de sua irmã, ato pelo qual eu sou-lhe eternamente grato. Sei também, querido tio, que uma decisão dessas não se comunica por carta, mas temo que não possa retornar ao seu lar tão cedo, pois estou em missão pela Ordem. A verdade é que venho recebendo treinamento da Ordem desde os primeiro anos da academia.

Não sei se alguém mais poderoso da ordem tinha algum relacionamento com meu pai, mas eles vieram a minha procura no primeiro equinócio de minha estadia na Academia, durante um treinamento de esgrima, e estive envolvido com eles desde então. Sim, o senhor me avisou sobre eles, mas eu não pude resistir. São simplesmente tantas ruínas e campos de batalha de nossos pais mais puros esperando para serem descobertos e explorados, um deles talvez com a verdade sobre o fim dos Lâminas Eternas, que eu não poderia ficar sentado em uma mesa discutindo borrões em papéis de pão. Eles deram-me liberdade para continuar minhas pesquisas, bem como o devido treinamento para sobreviver às perigosas viagens a ruínas antigas e as coisas que lá habitam.

Portanto, tio Aleon, eu recebi uma missão de entrega simples de documentos da Ordem, e estou deixando Áster rumo à Casa da Aliança, em Sorento, a cidade culta do reino de Ardahan Sul. Eu não posso dizer com precisão nada sobre a missão, pos as ações da Ordem são obscuras não somente para os leigos, mas muitas vezes para seus iniciados em razão de evitar os gananciosos. Posso dizer apenas que envolve um nome próximo ao Astéridan. Não tenho certeza o que farei depois de finalizada a tarefa, se receberei novas ordens ou responsabilidades. Caso me veja temporariamente liberto de minhas obrigações com a Ordem, talvez aproveite a visita aos nossos aliados menos nobres para conhecer suas bibliotecas, tentar descobrir alguma ruína ou rumor sobre os antigos cavaleiros, quem sabe até fazer alguns contatos com comerciantes de livros para o senhor. Não sei se poderei escrever de lá, não confio muito nos mensageiros deles e o dinheiro se encurta para mim, mas procurarei manter contato e lhe informar de meu progresso.

Um abraço caloroso, meu querido tio, e saiba que lhe tenho o mais sincero carinho e agradecimento (ainda que nem sempre saiba demonstrar) e beijos para tia Eliza e para minha adorável prima Elyde, que prezo muito e espero que faça escolhas menos perigosas e que não vão tanto contra seus princípios quanto eu.

 

Seu sobrinho mais próximo, Anan, filho de Adragon,

Mestre Arqueólogo Iniciado da Ordem dos Elucidários.

6 Respostas para “Carta ao tio – Anan e a Ordem dos Elucidários”

  1. Contreras Disse:

    Toh vendo q vamos ter q pensar em classes de prestigio!!!
    =D
    A melhor parte é o interesse misterioso do tio por livros… ho-ho-ho

  2. Contreras Disse:

    (6)

  3. Contreras Disse:

    Tu podia editar esse post e manter o padrão de formatação dos outros post, tsc tsc

  4. Chando, Lucas Disse:

    1. Pior que nem pensei em prestige nenhuma (for the first time ever! wow!), embora tenha usado o nome de uma pra me inspirar (eternal blades), o resto tudo é 100% original, hehehe. Não tenho nem absoluta certeza se ele vai ser melee ou ranged ainda, a história é basicamente puro roleplay, porém tá mais pra melee twf. :D

    2. É uma carta escrita à mão, eu curti em itálico :P Elém do que, cada vez que eu edito da problema na assinatura dele no final e tem que reeditar. bizarro. o.O

  5. Contreras Disse:

    nem liga é neura de ex-gráfico…
    ¬¬

  6. Pedro Disse:

    anão, filho de abraçon

    bala

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